Agosto 16, 2011

Dentre as muitas fraquezas que tenho, a maior delas é a covardia. Invejo os destemidos e as suas aventuras, as suas histórias e as suas cicatrizes: a falha no dente de uma briga em 97, o braço torto de uma confusão em 2001, o álbum de fotos da viagem feita para Praga sem nenhuma grana. Invejo até mesmo o preparo dessas pessoas para banhos frios e para discussões insólitas com senhores desconhecidos. Invejo as suas línguas experientes para cardápios variados e os seus olhos sempre blindados. Invejo, invejo e invejo.


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